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Manejo integrado (MIP)

Monitoramento de pragas no milho: o coração do MIP

Atualizado em 22 de junho de 2026 · por AgroMilho, com base em EMBRAPA e AGROFIT/MAPA

Todo o manejo integrado (MIP) começa no mesmo lugar: olhar a lavoura com método. Sem monitoramento, decidir por NDE ou por IRAC vira chute — e o inseticida acaba indo cedo demais ou tarde demais.

Resumo: caminhe em zigue-zague, amostre vários pontos representativos, registre praga, tamanho e fase, e repita 2×/semana na fase crítica. O monitoramento alimenta o NDE e o histórico de IRAC — é o que torna a decisão objetiva.

Como amostrar

O que registrar

DadoPor que importa
% de plantas atacadasBase para comparar com o nível de controle
Tamanho da lagartaPequena = janela de controle aberta; grande = controle falha
Praga e fase da culturaDefinem o limiar e o produto adequado
DataRevela a tendência (subindo ou estável)

Monitoramento conecta tudo

O número que sai do monitoramento entra no nível de dano econômico para dizer se vale aplicar; a praga e a fase, somadas ao histórico, dizem com o quê — respeitando a rotação por IRAC. É o ciclo do MIP: observar, decidir, agir, registrar.

Como o AgroMilho ajuda

Você registra o monitoramento no app (inclusive por foto, com a IA confirmando praga e fase), e ele calcula o risco, cruza com a cotação para o NDE e guarda o histórico do talhão — incluindo qual modo de ação já foi usado.

Perguntas frequentes

Como monitorar pragas no milho na prática?
Caminhe o talhão em zigue-zague, parando em vários pontos representativos (longe da bordadura), e avalie um número fixo de plantas por ponto. Em cada planta, registre a praga, o tamanho da lagarta (pequena ou grande), o dano e a fase da cultura. O importante é a amostragem consistente, repetida ao longo do ciclo.
Com que frequência devo monitorar?
Na fase de maior risco (vegetativo, com pressão de lagarta), o ideal é 2 vezes por semana; em fases de menor risco, semanalmente. A frequência maior é o que garante pegar a praga ainda pequena, dentro da janela em que o controle funciona.
Quantos pontos amostrar por talhão?
Não existe número único — depende do tamanho e da uniformidade da área. A regra é cobrir o talhão de forma representativa, com pontos suficientes para que a porcentagem de plantas atacadas reflita a lavoura, não um foco isolado. Talhões maiores ou heterogêneos pedem mais pontos.
Para que serve registrar o histórico de monitoramento?
O histórico mostra a tendência (a infestação está subindo?), alimenta o cálculo do nível de dano econômico e registra qual modo de ação (IRAC) já foi usado — evitando repetir grupo. Sem registro, cada decisão recomeça do zero.

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