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Pragas do milho

Cigarrinha-do-milho: o vetor que derruba a produtividade

Atualizado em 22 de junho de 2026 · por AgroMilho, com base em EMBRAPA e AGROFIT/MAPA

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) virou uma das maiores ameaças do milho brasileiro — não pelo que ela come, mas pelo que ela transmite: os enfezamentos e a risca.

Resumo: o dano é indireto (doenças). Proteja a fase inicial com tratamento de sementes, elimine o milho voluntário, escalone a semeadura, escolha híbridos tolerantes e monitore cedo. Inseticida tardio não recupera a planta.

Por que ela importa tanto

A cigarrinha é vetora de três problemas: o enfezamento pálido (espiroplasma), o enfezamento vermelho (fitoplasma) e o vírus da risca. Plantas infectadas cedo mostram encurtamento de entrenós, espigas mal granadas, avermelhamento ou amarelecimento das folhas e quebra de produtividade que pode ser severa.

Como identificar

Manejo integrado e regional

TáticaPapel
Tratamento de sementesProtege a janela inicial mais sensível
Eliminar milho voluntário/tigueraCorta a "ponte verde" entre safras (ação regional)
Escalonar/concentrar semeaduraReduz sobreposição de fases suscetíveis
Híbridos tolerantesDiminui a expressão dos enfezamentos
Inseticida foliar (por IRAC)Reduz vetores na fase inicial; rotacionar grupos

Como em toda aplicação química, vale a rotação de modos de ação por IRAC para não selecionar resistência.

Como o AgroMilho ajuda

O agente cruza a fase da cultura, o histórico de monitoramento e a janela de risco para sinalizar quando a proteção precoce vale a pena e qual modo de ação usar sem repetir o que já passou no talhão.

Perguntas frequentes

Por que a cigarrinha-do-milho é tão grave se ela é pequena?
O dano dela é indireto: a Dalbulus maidis transmite os molicutes do enfezamento pálido e vermelho e o vírus da risca. Poucos insetos infectivos cedo, na fase inicial da cultura, já comprometem a planta para o resto do ciclo. O prejuízo é da doença que ela carrega, não da picada em si.
Tratamento de sementes resolve a cigarrinha?
Ajuda a proteger a fase mais sensível (início), mas não basta sozinho. O manejo é regional e integrado: eliminar milho voluntário/tiguera, escalonar e concentrar a semeadura, usar híbridos mais tolerantes e monitorar para complementar com inseticida foliar quando necessário.
O milho voluntário (tiguera) tem a ver com a cigarrinha?
Diretamente. Plantas de milho fora de época servem de ponte verde, abrigando a cigarrinha e os patógenos entre safras. Eliminar o milho voluntário na região é uma das medidas mais eficazes — e depende de ação coletiva dos produtores vizinhos.
Adianta aplicar inseticida na cigarrinha tarde?
Pouco. Como o dano é a transmissão precoce da doença, aplicar depois que os enfezamentos já se instalaram não recupera a planta. O foco é proteger a fase inicial e reduzir a população de vetores infectivos cedo.

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